Preparar uma caipirinha, espremer um limão na salada ou fazer um suco parece algo inofensivo. No entanto, quando o contato com o limão é seguido de exposição ao sol, a pele pode sofrer uma reação conhecida como fitofotodermatite.
A condição ocorre porque o limão e outras frutas cítricas contêm substâncias chamadas furocumarinas, que reagem com a radiação ultravioleta. Essa combinação pode provocar inflamação na pele, resultando em vermelhidão, ardência, bolhas e, posteriormente, manchas escuras que podem permanecer por semanas ou até meses.
Os sintomas costumam surgir entre 24 e 48 horas após a exposição. Em casos mais leves, aparecem apenas manchas avermelhadas e sensação de queimação. Já nas situações mais graves, podem ocorrer bolhas, inchaço e dor intensa.
Como evitar?
Especialistas recomendam alguns cuidados simples:
- Lavar bem as mãos e a pele com água e sabão após manusear limão ou outras frutas cítricas;
- Evitar exposição direta ao sol logo após o contato com essas frutas;
- Utilizar protetor solar e roupas que protejam a pele quando houver necessidade de permanecer ao ar livre;
- Redobrar a atenção durante atividades em praias, piscinas, churrascos e ambientes externos.
O que fazer se a queimadura acontecer?
Ao perceber a reação, o recomendado é lavar imediatamente a área afetada com água corrente, evitar nova exposição ao sol e procurar atendimento médico, principalmente se houver formação de bolhas, dor intensa ou lesões extensas. O tratamento pode variar conforme a gravidade do quadro.
Além do limão, outras frutas e plantas, como laranja, tangerina, figo, aipo e salsa, também podem provocar fitofotodermatite quando entram em contato com a pele e são expostas à luz solar.